Banco do Brasil precisa reavaliar fechamento de agência em Rio do Sul, cobra Peninha

Para atender a demanda do município em apenas uma agência, seria necessária uma megaestrutura, com cerca de 20 terminais.

Para atender a demanda do município em apenas uma agência, seria necessária uma megaestrutura, com cerca de 20 terminais.

A reestruturação de agências e o plano de aposentadoria incentivada, anunciados pelo Banco do Brasil em novembro desse ano, afetará em cheio o município mais populoso do Alto Vale do Itajaí. Com o encerramento das atividades na agência “Jardim América”, localizada na Alameda Aristiliano Ramos, todo o fluxo de operações será direcionado ao Centro. A agência Jardim América foi inaugurada há 1 ano, em local considerado estratégico, com o objetivo de desafogar o movimento caótico do centro da cidade. O estacionamento interno, disponível aos clientes, é outro ponto que conta a favor. Assim que a notícia do fechamento foi veiculada, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) saiu em defesa da manutenção dos serviços no prédio da Alameda. “A agência possui histórico de sucesso, atinge todas as metas semestrais, dá lucro para o banco e atualmente ocupa o primeiro lugar no ranking da região. Um trabalho desses não pode ser descartado sem qualquer avaliação individual”, criticou ele.

Antes do recesso, em dezembro, Peninha conversou com o gerente de Relações Institucionais do Banco do Brasil, Fernando Conde, para tratar do caso específico de Rio do Sul. O deputado explicou que os terminais de autoatendimento da agência Jardim América realizam quase 1 milhão de transações por ano. O movimento é tão grande que, em muitos dias, chegam a faltar numerários nos caixas eletrônicos. Manter apenas um ponto de autoatendimento na maior cidade do Alto Vale, na opinião do parlamentar, é imprudente, pois resultará em congestionamento da sala, tumultos, falta constante de dinheiro em espécie e desgaste para todos os clientes e funcionários envolvidos. “Para atender a demanda em apenas uma agência, seria necessária uma megaestrutura, com cerca de 20 terminais. O critério de encerramento das agências está sendo radical e inflexível. Cada fechamento deveria ser avaliado pontualmente para analisar a realidade da cidade e os impactos na vida de todos”, destacou o deputado.

Conde esclareceu que, em virtude da reforma na estrutura do centro, a agência Jardim América deve continuar em operação como Posto de Atendimento Negocial por mais alguns meses. Ele também explicou que o Banco do Brasil estabeleceu parceria com a Caixa Econômica Federal e com os Correios, e que os clientes podem utilizar as seis Casas Lotéricas existentes no município e o Banco Postal para realização de transações bancárias. “Além disso, existem na cidade oito correspondentes Mais BB, que estão aptos a atender os clientes em diversas transações financeiras”, afirmou.

Ao final da audiência, no entanto, o gerente garantiu ao deputado que os dados apresentados serão avaliados pela equipe técnica do Banco do Brasil. Caso não haja mudança nos planos, uma audiência com o Conselho Diretor será marcada para o início de 2017. O compromisso terá também a presença do presidente do Sindicato dos Bancários de Rio do Sul e Região, Mario Sergio Visentainer. Xaidau, como é conhecido, foi quem levou as reivindicações ao deputado, munido de estatísticas que comprovam a necessidade de manter duas agências do Banco do Brasil abertas em Rio do Sul.