Entrevista ao Jornal de Santa Catarina

Assunto: trajetória do deputado estadual Aldo Schneider, presidente da ALESC

Assunto: trajetória do deputado estadual Aldo Schneider, presidente da ALESC

Entrevista do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) - concedida à repórter Talita Catie, do Jornal de Santa Catarina - a respeito do novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Aldo Schneider.

Vocês se conhecem desde quando?
Conheço o Aldo desde quando ele era prefeito de Vitor Meireles, no final da década de 80. Na época eu era vice-prefeito de Ituporanga. Fomos apresentados pelo ex-deputado João Matos.
 

Como define o deputado Aldo Schneider?
Aldo é o meu melhor amigo. É a pessoa em quem eu mais confio. Quando preciso de alguém, é sempre a ele que recorro. Somos conselheiros um para o outro. Ele é fiel aos seus amigos e aos seus princípios. Aldo é muito sincero, o que às vezes pode até desagradar alguns. O que ele tem para falar, ele fala. Não fica de frescura, não tem enrolação. E é muito trabalhador também. Nesse período que esteve em tratamento médico, não sossegou um minuto: estava o tempo todo ativo, trabalhando, preocupado com as demandas que diariamente continuavam a chegar. Em momento algum ele perdeu essa garra, essa vontade de trabalhar. Em síntese, Aldo é um vencedor.
 

Como avalia sua trajetória política?
É uma trajetória brilhante, de muito sucesso. Ele nunca perdeu uma eleição, e sempre com votações crescentes. Quando chegou à Assembleia Legislativa, teve uma ascensão meteórica. Já no primeiro mandato assumiu a liderança do maior partido na Casa, o PMDB, depois galgou o posto de líder do governo. No segundo mandato chegou à vice-presidência da Alesc e hoje já é presidente. Em três mandatos na Assembleia, eu fui líder do meu partido e 1º Secretário da Mesa, e já achei que tinha conseguido um bom espaço. Com apenas dois mandatos, Aldo hoje já alcançou o degrau mais alto do parlamento. Sem medo de errar eu digo: Aldo ainda vai alçar voos muito maiores.
 

Vocês atuam muito em conjunto. Como isso se reflete em benefícios para os cidadãos?
Não existe em Santa Catarina uma outra parceria que dê mais certo do que a construída entre o Aldo e eu. Tudo o que nós fazemos é compartilhado entre os dois. Cada emenda parlamentar, cada recurso extraorçamentário, cada ação nos municípios é partilhada, feita a quatro mãos. Todo movimento, seja ele na campanha ou no mandato, é perfeitamente sincronizado entre nós. Até mesmo nossa equipe trabalha em sintonia, nossos gabinetes atuam como se fossem um só. Isso potencializa nosso trabalho e as nossas conquistas.
 

Quais as expectativas que o senhor tem sobre a atuação do deputado Aldo na presidência da Alesc?
Além de ser um período curto – apenas um ano – há ainda o período eleitoral, quando os deputados se voltam mais à campanha, e a legislação impede uma série de ações. Aldo não vai poder propor nada drástico, mesmo porque trata-se de um governo  de continuidade e ele sempre cumpre o que diz. Mas, conhecendo-o como eu conheço, sei que vai fazer o melhor para Santa Catarina e os catarinenses. O fato de o Eduardo Moreira, nosso correligionário, assumir o Governo até o final do ano, certamente ajudará muito. Sempre que converso com o Aldo, ele me diz que o foco dos trabalhos na Alesc esse ano será a Saúde. É uma área em que precisamos avançar muito, e por isso considero justo elencá-la como prioridade. 
 

O que o senhor acredita que o Vale do Itajaí ganhará com a chegada de Aldo na presidência da Alesc?
Como presidente do Poder Legislativo, o olhar precisa ser “macro” para contemplar todo o estado, mas a região que o elegeu certamente será privilegiada. Aldo sempre foi um porta-voz do Vale do Itajaí. Agora, com o poder que a presidência da Alesc tem, sem dúvida ele poderá atender ainda melhor a essas reivindicações. No mês que vem Aldo deve assumir o Governo do Estado por uma semana. De abril a outubro não, porque perderia o direito de disputar a reeleição para deputado. Depois, em outubro ou novembro, ele deve assumir o Governo por mais um período. Fazia tempo que o Vale do Itajaí não tinha tanto prestígio. Aldo vai usar sua musculatura política para resolver muitos problemas que a nossa região tem.