DUAS PERGUNTAS - Lê Notícias

Deputado Peninha (MDB/SC) responde aos questionamentos do jornalista Marcos Schettini sobre

Deputado Peninha (MDB/SC) responde aos questionamentos do jornalista Marcos Schettini sobre "Bolsonaro" e "PL 3722"

1 - O anúncio de mais de 100 deputados em favor de Jair Bolsonaro muda o jogo?

Para mim, não. Para o cenário eleitoral, sim.

PARA MIM - Há cerca de três anos, quando a grande maioria dos setores - produtivos, empresariais e políticos - tratavam Bolsonaro apenas como um sonhador, sem chance alguma de chegar ao Palácio do Planalto, eu já acreditava na sua eleição. Foi por meu intermédio, inclusive, que ele veio a Santa Catarina diversas vezes para eventos em Blumenau, Florianópolis, Chapecó, Jaraguá do Sul e Joinville. Fui o primeiro político de Santa Catarina a declarar apoio à sua candidatura, independentemente do partido que o acolhesse, e continuo firme nesse propósito. Integro um grupo de deputados que se reúne semanalmente com Bolsonaro para definir estratégias de atuação. Acredito não apenas na sua vitória, mas na capacidade que ele tem de redirecionar o país para um caminho de desenvolvimento, com foco no combate à corrupção.

PARA O CENÁRIO ELEITORAL – Com a expressiva marca de 110 deputados o apoiando, Bolsonaro dispersa qualquer incrédulo que ainda pudesse haver em torno de sua candidatura. O setor agropecuário, que antes já declarava apoio a ele, agora está praticamente uníssono em seu favor. Esta semana, empresários que tinham ligações tucanas já começaram a admitir publicamente a migração de apoio a Bolsonaro. Ao demonstrar a base fiel que tem dentro do Congresso, ele rechaça o discurso de que não conseguirá votos o bastante para implementar suas políticas. Nenhum outro pré-candidato a Presidente conta com tamanho apreço dentro do Parlamento.

 

2 - A sua reeleição tem bandeiras em defesa de armar o cidadão. Como vai se dar isso?

O que eu busco, acima de tudo, é fazer valer a voz das urnas. Em 2005, por meio de referendo, 64% dos brasileiros disseram NÃO ao desarmamento. Mesmo assim, o governo virou as costas para a opinião de 60 milhões de brasileiros e continuou investindo em campanhas para desarmar o cidadão de bem.

Ademais, o projeto que eu tenho em Brasília não é para armar a população. Minha proposta apenas devolve o direito de possuir uma arma a quem quiser e estiver preparado. Quem não gosta, não quer ou não se sente apto a adquirir um revólver, continuará sem um revólver.

Pelo texto que apresentei, a pessoa precisará ter no mínimo 21 anos - atualmente a idade mínima é de 25 -, comprovar residência fixa e emprego lícito, não possuir antecedentes criminais, não estar sendo investigado em inquérito policial por crime contra a vida, ter sido aprovado no curso de manuseio de armas e tiro, e comprovar sanidade mental.

Continuam praticamente as mesmas exigências. O que muda, e por isso considero o cerne do projeto, é que o cidadão não precisará mais comprovar efetiva necessidade no ato da compra de uma arma. Se ele cumprir todos os requisitos estipulados pela lei, terá direito automático à arma para proteger a sua vida, sua família e o seu patrimônio.

Leia a entrevista no site LÊ NOTÍCIAS.