Importação de cebola despenca após inclusão na LETEC

Volume menor de cebola estrangeira melhora valor pago aos produtores nacionais

Volume menor de cebola estrangeira melhora valor pago aos produtores nacionais

Com cerca de 30% da safra 2017/18 ainda nos galpões, os produtores de cebola catarinenses passam por um momento oposto ao que viviam um ano atrás. Enquanto agora o preço pago pelo quilo da cebola tem girado em torno de R$ 1,50, há um ano esse valor não passava dos R$ 0,35. O bom preço praticado neste início de ano – quatro vezes maior do que em 2017 – se deve principalmente a dois fatores: queda na produção e taxação da cebola europeia.

Desde o início do ano, o Brasil passou a cobrar 25% de imposto sobre a cebola importada da Europa. O aumento da tarifa se deu após a inclusão do bulbo na Lista de Exceção à Tarifa Externa Comum do Mercosul – LETEC.

Principal articulador desta medida em Brasília, o deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) comemora seus efeitos práticos: “Era uma questão de vida ou morte para cerca de 50 mil famílias que produzem cebola no nosso país, sendo que 85% delas estão em pequenas propriedades. A cultura gera mais de 350 mil empregos diretos e indiretos”. De acordo com o parlamentar, a invasão europeia punha em risco décadas de pesquisa e investimento para implantar no Brasil o que ele chama de safra solidária: “Somos autossuficientes na produção de cebola. Assim que termina a colheita da safra em uma região, inicia em outra. Desse modo, é possível abastecer todo o mercado nacional com produtos frescos e de origem conhecida”. Peninha ainda alertou que a cebola vinda da Europa pode estar contaminada com insumos proibidos no Brasil. Doenças trazidas nos navios ameaçariam o território brasileiro, comprometendo toda a produção nacional.

Desde que a cebola foi inclusa na LETEC, a importação de cebola da Europa diminuiu exponencialmente. Em janeiro de 2017, antes da taxação, foram importados pouco mais de 1,2 milhão de quilos do produto. No mesmo período desse ano - após a inclusão na LETEC – a importação caiu para 417 mil quilos, volume três vezes menor.