Paralisações de organizações de esquerda são criminosas

Coluna do jornalista Moacir Pereira - Diário Catarinense (20/02/18)

Coluna do jornalista Moacir Pereira - Diário Catarinense (20/02/18)

A Polícia Militar do Estado viu-se obrigada a desviar as ações de segurança pública em defesa do cidadão para desobstruir trechos da SC-401, a mais movimentada rodovia de Santa Catarina, que estavam bloqueados por pneus espalhando fogo, obra de sindicalistas em greve. Isto não é manifestação política em nenhum país do mundo. É baderna, é atentado contra a ordem previsto no Código Penal.

Autoridades foram acionadas também durante a segunda-feira para agir contra marginais que assaltavam veículos travados na Via Expressa. Roubos não se enquadram em nenhuma forma de protesto politico. São atos criminosos.

As organizações sindicais de esquerda (setores da CUT, PT e aliados) anunciaram um arrastão no comércio de Florianópolis para obrigar todos os lojistas a fecharem as portas. Pressão ilegítima, violência física e geração de pânico entre os que trabalham, que empregam e que pagam impostos. Ações flagrantemente delituosas que mereceram o mais veemente repúdio da Câmara de Dirigentes Lojistas e da Associação Comercial. Ameaças que nada têm de democrática, eis que de bandidos.

Trabalhadores humildes tiveram que cancelar cirurgias marcadas pelo SUS; mães que precisavam trabalhar ficaram presas em casa porque muitas creches não funcionaram; consultas agendadas foram canceladas; trabalhadores autônomos deixaram de receber por atividades laborais; as aulas na rede municipal de ensino não foram iniciadas como previa o calendário; enfim, milhares e milhares de cidadãos honestos foram prejudicados por uma ação politico-partidária de minorias.

Silenciaram, como cúmplices, diante da maior roubalheira da história, destruíram a economia e não querem a reconstrução do Brasil.

Moacir Pereira - Diário Catarinense (20/02/18)