Peninha e Bolsonaro adiam votação sobre desarmamento para 2019

Deputado catarinense e Presidente eleito conversaram durante a semana para articular aprovação do PL 3722

Deputado catarinense e Presidente eleito conversaram durante a semana para articular aprovação do PL 3722

Foram necessários apenas alguns minutos de conversa ao telefone para que o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL), e o deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), chegassem a um consenso: a votação do projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento vai ficar para o ano que vem.

Em uma ligação para Peninha, no início da semana, Bolsonaro concordou com o argumento do parlamentar, de que a pauta precisa ser discutida com mais calma. Após a conversa, o deputado usou suas redes sociais para comunicar a decisão: “Se forçássemos a barra para votar esse ano, haveria risco de a proposta ser rejeitada - e um trabalho de seis anos iria pelo ralo. A composição do novo Congresso é mais conservadora. Com os novos deputados, as chances de aprovarmos o PL 3722 são bem maiores”, twittou.

Apesar de o projeto do deputado Peninha estar pronto para ser votado desde 2015, quando o texto foi aprovado em comissão especial, as promessas do presidente da Câmara não se concretizaram e a votação não ocorreu. Na semana passada, o deputado Alberto Fraga (DEM/DF), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, iniciou um articulação para apresentar um substitutivo ao texto original e levá-lo à votação ainda neste ano.

A articulação individual de Fraga gerou mobilização instantânea nas redes sociais, principalmente porque o texto oferecido por ele tratava apenas sobre o fim de comprovação de efetiva necessidade. “Para isso não precisa de um projeto de lei. O ex-presidente Lula criou esse empecilho por meio de decreto em 2005, portanto quando o presidente Bolsonaro assumir, ele mesmo pode revogar. O que não podemos é aceitar que seis anos de trabalho, de luta e de muito esforço dentro da Câmara, tenham sido em vão”, desabafou Peninha. Com a sinalização positiva do presidente eleito, o PL 3722 deve ser discutido na próxima Legislatura.

Foram necessários apenas alguns minutos de conversa ao telefone para que o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL), e o deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), chegassem a um consenso: a votação do projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento vai ficar para o ano que vem.

Em uma ligação para Peninha, no início da semana, Bolsonaro concordou com o argumento do parlamentar, de que a pauta precisa ser discutida com mais calma. Após a conversa, o deputado usou suas redes sociais para comunicar a decisão: “Se forçássemos a barra para votar esse ano, haveria risco de a proposta ser rejeitada - e um trabalho de seis anos iria pelo ralo. A composição do novo Congresso é mais conservadora. Com os novos deputados, as chances de aprovarmos o PL 3722 são bem maiores”, twittou.

Apesar de o projeto do deputado Peninha estar pronto para ser votado desde 2015, quando o texto foi aprovado em comissão especial, as promessas do presidente da Câmara não se concretizaram e a votação não ocorreu. Na semana passada, o deputado Alberto Fraga (DEM/DF), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, iniciou um articulação para apresentar um substitutivo ao texto original e levá-lo à votação ainda neste ano.

A articulação individual de Fraga gerou mobilização instantânea nas redes sociais, principalmente porque o texto oferecido por ele tratava apenas sobre o fim de comprovação de efetiva necessidade. “Para isso não precisa de um projeto de lei. O ex-presidente Lula criou esse empecilho por meio de decreto em 2005, portanto quando o presidente Bolsonaro assumir, ele mesmo pode revogar. O que não podemos é aceitar que seis anos de trabalho, de luta e de muito esforço dentro da Câmara, tenham sido em vão”, desabafou Peninha. Com a sinalização positiva do presidente eleito, o PL 3722 deve ser discutido na próxima Legislatura.